“Veja” a farsa!

Junho 22, 2008

Todos já estão cansados de saber! Só não vê quem não quer! Estamos cansados também de ouvir dizer por aí que o país não vai pra frente, mas convenhamos! Como fazer isso se nós mesmos concordamos com tudo que aparece na televisão ou nas revistas? Apoiamos sem saber, julgamos sem conhecer e reclamamos demais. É esse o ponto. Um cara que assiste o “Jornal Nacional” e lê a revista “Veja” tem todos os direitos de julgar seu país, aliás, a sua base de conhecimento é completamente próxima da verossimilhança da sociedade!

Chega de indignação! Mas recomendo que estejam bem confortáveis, pois o que vou mostrar agora não é muito animador! Essa vai especialmente para o Ronaldo França, colunista da Veja, e o exemplo de nacionalista!

Em uma de suas matérias, ele apresentou os mecanismos federais de avaliação e fez uma comparação entre brasileiros e estadunidenses! Para começar, ele nem diz em que regiões isso acontece! Tudo bem, não vou ficar defendendo, pois sei que há defeitos no sistema de educação nacional, mas vamos combinar que nem por isso devemos nos basear em uma comparação de outro “mundo” como essa.

Outro dia, eu assistia a um filme hollywoodiano, “Cadáveres”, e fiquei completamente impressionada com a capacidade dos americanos de afirmarem que os “Astecas” eram do Brasil. Mas peraí, Astescas no Brasil? Meu Deus! O que aconteceu? Houve uma preocupação maior em enfatizar que os cadáveres do filme eram reais do que com a história! Deusa asteca do século XIII, no Brasil? Uff… Por favor!

A maioria dos americanos não sabe nem que no Brasil se fala português! Sem falar que a maioria não sabe a diferença entre espanhol e português, pois geralmente insistem em perguntar: “Hablas español?”

A maioria só sabe o que é o Brasil por causa do Pelé, da Xuxa, da Amazônia ou da caipirinha!

Agora, Por que a tendência em afirmar que o país não vai pra frente, não tem jeito ou que não adianta fazer nada? Porque as pessoas são passivas e quando não, têm apenas opiniões formadas por pessoas que estão longe da seriedade.

Bom, já que estou falando… Ronaldo França, conclui em outra matéria:

(…) Como registram os dicionários, é uma palavra de origem francesa que significa “o que há de melhor numa sociedade ou grupo”. Dela fazem parte profissionais liberais, cientistas, atletas, empresários, políticos (não todos, infelizmente)“. A segunda definição, que não fica atrás: “Rubrica: sociologia. Minoria que detém o prestígio e o domínio sobre o grupo social.

(…) Um levantamento no qual se investigaram os principais valores presentes no cotidiano social, econômico e político nacional. Enfim, o que se pode chamar de “o pensamento do brasileiro“”. “O levantamento expressa a opinião dos brasileiros sobre diversos temas. Não pretende, é importante ressaltar, revelar como agem“. Sobre o levantamento feito no livro “A Cabeça do Brasileiro”, do sociólogo Alberto Carlos Almeida, que apresenta os resultados da Pesquisa Social Brasileira, realizada pela DataUFF (Universidade Federal Fluminense) com 2.363 pessoas em 102 municípios. Que não explica exatamente o método usado, mas diz que: “(…) utilizada pela General Social Survey, a maior pesquisa social dos Estados Unidos, realizada a cada dois anos, desde 1972, pela Universidade de Chicago.

(…) por meio de trabalhos como esse, com conclusões que fogem aos lugares-comuns e apontam na direção da necessidade de universalizar a educação e acelerar a marcha rumo à modernidade – o que significa uma ampliação da classe média, ou seja, da elite (…)” que o país possa encontrar uma “(…) uniformidade social“. “Vai nessa…”

Errr… Elite? Bom, segundo a revista, ela diz que pessoas como Ana Maria Braga, Regina Duarte, Hebe Camargo, o “dono” de Campos do Jordão e tanto, o presidente paulista da OAB, o presidente de Philipps e muitos outros participam da tal classe média cansada.

Bom, essa revista preza, apenas ( e não estou exagerando!) seus interesses como apoio de direita, não interessa se o conteúdo te interessa, interessa se a alienação vai ser feita do jeito certo (só para quem faz a revista, claro!). Qualquer outra revista? Vai ser só mais uma esquerdista!

O meu único conselho é: “Se você quer ler uma revista, vá ler uma Caras, tititi ou uma Veja, se você não procura seriedade.”

Bom, eu já estava indo pegar uma “Caras” mesmo, aposto que é mais verídica!

Por Isabella C.

Entry Filed under: Conversa Afiada. .

2 Comments Add your own

  • 1. Depressivo  |  Junho 22, 2008 at 11:46 pm

    Ei ta legal que alguns problemas ocorrem, mas isso não quer dizer que precisa generalizar.

    Está parecendo aquela idéia feminista quando uma mulher tem problemas de relacionamentos algumas vezes, ai ela diz:

    “- Todos os homens são iguais”

    Fico me perguntando se é realmente isso. Você acredita que a Veja só mente, como diz no seu artigo.
    Mas isto está muito generalizado, deu a idéia geral que todas as reportagens são mentirosas e egoístas…

    Do meu ponto de vista acredito que a revista tem seus “Prós” e “Contras” com vc disse.

    Agora Caras?

    Prefiro ler a velha histórinha da Branca de Neve…

  • 2. Bic diz  |  Junho 23, 2008 at 12:04 am

    Não não! As primeiras(que vai ai quase 10 paginas) são de propagangas! E são fiéis!!!!

    A última pagina tbm, geralmente são bons artigos!

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