Rapidinhas no elevador – Cantoria

Se tem uma coisa interessante em condomínios, são as conversas dentro do elevador. Eu, típica moradora, sei bem como é isso, aliás, esse post é baseado em fatos reais.

Um grupo de quatro pessoas entra sério no elevador.
- Calor hoje, não?
- Muito.
- Bastante.
- Ohhhh…
- É impressão minha, ou vocês também escutam uma cantoria pela madrugada?
- Sim, insuportável!
- Sempre. Não consigo dormir com aquilo. Que voz estridente!
- … cof cof.
- Poxa! Não agüento mais isso! Alguém tinha que avisar!
- Sim, eu avisaria!
- Eu também!
- Hammm… Vocês preferem canção de ninar?!

Por Isabella C.

2 comments Junho 19, 2008

The Secret – Só para inimigos

Eu tenho um segredo! Mas eu só posso contar se guardarem bem, tá?

Todo mundo tem aquele inimigo amigo super alto astral, de bem com a vida, que está de vento em pôpa, que está feliz pra burro e assim com o mundo. Pois é, eu acabei com a vida do meu apenas com um livro mal indicado. Caso não saibam, um livro ruim tem um poder de destruição em massa pior do que da bomba atômica, podendo causar sintomas como depressão profunda e alienação desnecessária.

Eu confesso que guardo uma arma dessas no meu armário, escondida para ninguém ver, para que nunca ninguém fale, “Eca! Você leu isso?”, o nome dessa arma é “The Secret – O segredo”.
Todo o mundo gosta de auto-ajuda, né? ERRADO! Livros de auto-ajuda são um saco, ninguém merece ficar lendo sobre como você deve levar sua vida, aposto que você não gostava quando sua mãe falava sobre isso, ainda mais um estranho.
O Segredo é o pior deles, porque de segredo não tem nada, logo na primeira página é revelado o tal segredo, conselho, feche o livro e vá ler outro. A idéia central é que você atrai tudo aquilo que deseja, se você deseja o mal, atrai o mal e se deseja o bem, atrai o bem. Eu odeio isso, porque o livro da uma idéia de relaxamento, basta desejar e você vai conseguir, mas não é assim, eu acredito na lei do esforço, você só consegue uma coisa se você batalhar por isso e for digno de receber.
Pensando bem, a lei da atração é uma religião disfarçada, é como entrar numa igreja e pedir tudo pra Deus, esperando que um dia ele te dê.
A idéia do livro é simplesmente ridícula, você perde muito tempo lendo isso, sem falar que é uma baita de uma mentira, quem foi que ficou trilhonário lendo The Secret? Eu? Roberto Justus? Não sei, mas a escritora ficou.

Se isso já foi o suficiente para ficar triste, o livro é pior do que eu citei. No decorrer você encontra frases piegas que parecem ser retiradas de textos do Chico Xavier, tais como, “As emoções são um dom incrível que possuímos para nos informar sobre o que estamos pensando”. Mas é óbvio! Eu fico alegre pensando em coisas alegres e triste quando…eu leio algo parecido com isso!
Outra coisa muito tosca são as pessoas que comentam sobre o capítulo, isso dentro do livro, quem te garante que Lisa Nichols é realmente uma “capacitadora de motivações” como indica no livro? Sinceramente alguém que tem isso como profissão me dá um ar de ser charlatona ou picareta. Os comentários só são superados pelos testemunhos, como o cara que para testar o poder do segredo imaginou uma pena e encontrou-a, talvez a história do ex-gay no livro, que só lendo mesmo, é de matar de rir.

Agora o que indica que o livro foi feito para gente lesa, é que no final de cada capítulo tem um resumo, isso mesmo, um resumo! Eu não sei se está lá porque a pessoa que lê (e gosta) é tão burra que não consegue absorver o que leu ou para os picaretas que não gostam de leitura, lerem só o resumo para falar bem do livro.

Então? Quer deixar aquele seu amigo insuportável triste por várias semanas (como eu fiquei), dê de presente “The Secret”, nunca mais ele vai cantar Ilariê!

I have a secret, I’m beautiful, I’m beloved!

Por Elder Taciano

1 comment Junho 19, 2008

Dialógo – O que você está lendo?

http://img395.imageshack.us/img395/826/blogandovb2.jpg

Dois amigos se reencontram num restaurante japonês (detalhe supérfluo para o desenrolar dos fatos):
- Eai, cara? Quanto tempo!
- Pô, nem fala! Como vai a vida?
- Levando!
- Pois é, eu também!
- Ainda lendo muito Nietzsche?
- Que nada! Isso foi fase de adolescente! Cansei disso. Não leio mais coisas “pop”.
- É. Agora ele é bem “moderninho”. E o que está lendo?
- Dostoiévski.

Por Isabella C.

P.S: não sei se alguém entendeu a piada! (risos)

Add comment Junho 19, 2008

A bolha assassina – Só para inimigos

Bom, essa categoria já diz tudo! Num belo dia de sol, uma pessoa, que não convém citar o nome por tal insignificância (eu disse que era só para inimigos!) me disse: “Sabe o filme mais louco que eu já vi?” e eu, lógico (curiosa assumida!), perguntei qual era o filme e então ele falou: “A bolha assassina, é o filme trash com efeitos especiais mais loucos que eu já vi, eu digo que é trash só por que tem muitas cenas de sangue, mas é demais, assiste que você vai gostar!” E lá fui eu.
Vou confessar que quando eu cheguei pro cara da locadora pedindo o bendito (maldito depois que assisti) ele deu risadinhas peculiares e eu não entendi nada (como eu já era boba desde aquela época!).
Mas enfim, meu caro, eu assisti aquela piada! A coisa foi tão braba que eu acabei querendo saber mais e mais, quem “diabos” teve essa idéia, meu deus???? E lá fui eu.
Pesquisei e venho aqui vos dizer mais a respeito, já que esse filme não pode faltar na lista de presentes para o inimigo (Ainda tenho minhas dúvidas que eu era essa inimiga de quem me recomendou, só pode!)!
A bolha assassina, pra variar, é um remake! Para ser sincera, sempre fui muito preconceituosa com relação a remakes, mas vamos lá, nem vão notar isso com o decorrer das palavras! O filme original foi feito em 1958 dirigido por Irvin S. Yeaworth Jr e o remake em 1988, admito que eu não assisti o original e por isso, somente por isso, não irei julgar muito além do que eu vi!
A história consiste, basicamente, numa bolha (não me digaaaa!) que come pessoas e cresce demasiadamente (que gula!) por esse motivo! É claro que ela não surgiu do nada, mas sim, um meteoro, meteoro esse que cai do nada (hahahaha), então um mendigo que está por ali resolve ir lá ver que diabos tinha acontecido (alguém já disse que a curiosidade mata mesmo? bom, nesse caso sim!), com isso, ele descobre que o meteoro está saindo uma gosma nojenta e vermelha. Daí já deve imaginar o resto, mortes bizarras e uma bolha faminta. Ah, e os efeitos! O que é aquilo! Sim, quase pensei que fosse real, e realmente, o cara que me indicou estava certo, efeitos especiais mais loucos que ele já viu! Porque aquilo, só coisa de louco mesmo!
Então, já sabe! Não mate, não torture, não faça macumbas, não deseje o mal do seu inimigo! Mas recomende esse filme! Aposto que seu inimigo vai a-d-o-r-a-r!

Por Isabella C.

Add comment Junho 19, 2008

Marilyn Manson, Ozzy Osbourne? Puff…MADONNA!

Se você fizesse uma lista com os cantores mais satânicos da história da música, quem você botaria no topo? Acreditem ou não, no topo da minha lista estaria a Madonna, claro, a Madonna! Quer ver? Seu cantor já se “tocou” no palco? Ela também! Ele comia morcegos? Ela já comeu coisas piores, acredite. Mas o que ela fez de tão ruim para ser a mais satânica? Você já viu o clipe “Like a prayer”?

Caso você não tenha visto, comentarei sobre, mas farei como Jack, o extirpador. Vamos por partes!

O clipe começa com ela correndo, fazendo cara de Madalena arrependida e quando de repente aparece uma cruz pegando fogo, a próxima cena é uma orgia de homens em cima dela fazendo sabe-se lá o que, e não pára por ai, no mesmo trecho da música ainda aparecem uma igreja sombria (aposto que é anti-cristo) e o Santo indo em cana (comentaremos sobre isso depois). Jesus, a Madonna prende um santo!
A cantora entra na igreja quase com os seios de fora, uma coisa assim comportadíssima, e pra que ela entra na igreja? Pra paquerar o Santo, claro! O Santo até chora de tamanha blasfêmia cometida pela devassa Madonna.
Agora ela está caindo do céu, no mínimo estava drogada, e dentro da igreja! Pasme! Depois de catar o Santo ela se corta com um punhal, em um ritual no mínimo muito duvidoso. Ela sai da igreja e assiste uma orgia forçada básica, ela não faz nada só fica sorrindo, o Santo tenta ajudar mas acaba indo preso. (olha ela ai prendendo o Santo)
Corta a cena e ela aparece em um cenário que mais parece o inferno, dançando à luz de várias cruzes pegando fogo, só faltou estarem de cabeça para baixo.
Daí pra frente é um mix de danças sensuais no meio da igreja e no inferno, cenas dela fazendo amor com o santo e não posso deixar de falar da parte em que ela é exorcizada.

Bem, acabou o clipe, agora passem na igreja mais próxima para purificarem suas almas.

Segue o vídeo:

Madonna says: If you’re 555 then I’m 666!

Por Elder Taciano

Add comment Junho 18, 2008

Apresentação

A idéia do blog veio a partir de muitas inutilidades mal sucedidas depois de compartilhadas, mas nós acreditávamos que haveria mentes bizarras capazes de nos dar atenção. Tudo bem, não precisa exatamente nos dar atenção, mas prestar atenção no que temos a dizer. Há diferença.
Se há uma coisa usada pela maioria dos alfabetizados, é a caneta bic. Essa é a fonte da nossa inspiração, não no sentido literal e é por isso que a utilizamos. Baseamos a idéia a partir da seguinte frase: “Em terra de cego, quem tem olho é rei!”. Pois bem, nessa terra há pessoas que possuem apenas um olho que enxergam muito além do que os cegos que têm dois. Na nossa terra, há quem escreva, claro, mas há quem escreva além do que se espera, mas não vá achando que nós nos sentimos a frente de qualquer coisa, pelo contrário, mas nada disso é o que se espera! A bic, por ser uma caneta comum entre tantos dedos, faz com que haja uma diferença em quem escreve nesse meio homogêneo de forma diferente, achamos que essa frase cairia bem na idéia do blog. Então, em terra de bic, quem “escreve” é rei.

Assim já dizia L.F. Veríssimo: “Uma das maneiras de controlar a demência solta no mundo é deixar os escritores falando sozinhos, exercendo sozinhos a sua profissão malsã, o seu vício solitário.”

Pois aqui falaremos sozinhos, revirando nosso próprio vício, aproveitando do seu gesto nobre de controlar a demência do mundo, mas ainda assim, escrevendo.

P.S: Não somos reis, lógico! É uma metáfora para mostrar uma crítica, apenas!

Por Isabella C.

Add comment Junho 18, 2008

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